Nossas pesquisas
As pesquisas do LabRecriE, em suas Linhas de Pesquisa, fundamentaram a criação e o desenvolvimento da Plataforma InfoViva. Investigam como a informação sobre direitos, serviços, políticas públicas e formas de violência contra mulheres é produzida, organizada, representada, acessada e utilizada. A partir de estudos transversais em Ciência da Informação, Estudos de Gênero e Humanidades Digitais, buscamos compreender as barreiras que dificultam o acesso das mulheres à informação e transformar resultados científicos em conteúdos, dados, ferramentas e ações formativas voltadas à sociedade.
Regime de Informação sobre serviços de atenção à Mulher
Este Projeto, registrado na Universidade Federal da Bahia, com financiamento para iniciação científica (PIBIC/UFBA, CNPQ, FAPESB) investiga o fluxo de informações na Rede de Atendimento à Mulher em Situação de Violência na Bahia. O estudo observa instituições, serviços, fluxos, documentos, dados, tecnologias, profissionais e ações de mediação que orientam o acesso das mulheres aos direitos e aos serviços de proteção.
Objetivo
Compreender como a informação é produzida, organizada e compartilhada na rede de atendimento, identificando lacunas, barreiras, fluxos informacionais e possibilidades de melhoria na comunicação entre instituições, profissionais e mulheres atendidas.
Etapas do Projeto
Etapa 1 – Mapeamento e categorização da rede (2022-2023)
Realizou o levantamento dos atores da Rede de Atendimento à Mulher em situação de violência no estado da Bahia, com identificação de serviços, competências institucionais e ações de informação. A pesquisa organizou os atores da rede em áreas como jurídica, segurança pública, saúde e assistência social/acolhimento.
Etapa 2 – Representação das ações de informação e desenvolvimento da Plataforma (2023 a 2025)
Aprofundou a organização dos dados identificados na etapa anterior, estruturando categorias, metadados e dispositivos mediadores da rede. Esta etapa também se relaciona ao desenvolvimento da Plataforma InfoViva como ambiente digital para acesso, organização e visualização de informações sobre a rede de atendimento.
Etapa 3 – Validação analítica e enfrentamento da violência informativa (2026-2027)
A etapa atual busca validar e aprofundar a modelização do regime de informação da rede de atendimento, observando ações mediadoras, formativas e relacionais. Também propõe subsídios para o aprimoramento da Plataforma InfoViva, para a RedeCris Mulher e para programas formativos sobre violência informativa.
Produtos e resultados
• Mapeamento de atores da Rede de Atendimento à Mulher na Bahia;
• Categorização das ações de informação em dimensões mediadora, formativa e relacional;
• Organização de dados sobre serviços e competências da rede;
• Subsídios para a Plataforma InfoViva;
• Proposta de framework para análise das ações de informação na rede;
• Produção de artigos científicos, relatórios técnicos e comunicações em eventos.
Publicações relacionadas
• Organização da informação sobre o atendimento de mulheres em situação de violência: ações de informação governamentais no Estado da Bahia-Brasil
Representação da Informação da Rede de Atendimento à Mulher em Situação de Violência
Este Projeto foi financiado pelo Edital Jovem Pesquisador da UFBA, e está diretamente ligado à construção da Plataforma InfoViva. Seu foco está na representação da informação sobre a rede de atendimento, considerando dados governamentais, categorias de análise, arquitetura da informação, visualização de dados, identidade visual e experiência de uso da plataforma.
Objetivo
Transformar dados e resultados de pesquisa em uma ferramenta digital acessível, capaz de apoiar mulheres, profissionais, pesquisadoras/es, coletivos, instituições e pessoas interessadas no enfrentamento da violência contra mulheres.
Produtos e resultados
• Desenvolvimento da Plataforma InfoViva;
• Estruturação da arquitetura da informação da plataforma;
• Organização de dados governamentais sobre serviços de atendimento;
• Criação da identidade visual da InfoViva;
• Testes de experiência de uso com público-alvo e especialistas;
• Desenvolvimento de framework conceitual sobre violência informativa;
• Produção de relatórios, artigos científicos, comunicações e materiais de divulgação científica.
Publicações e materiais relacionados
• Análise de ferramentas de inteligência artificial em dados governamentais abertos sobre violência contra a mulher no Brasil
• Organização da informação sobre o atendimento de mulheres em situação de violência: ações de informação governamentais no Estado da Bahia-Brasil
• Plataforma InfoViva
Conceito de Violência Informativa

Conceito de Violência Informativa
A violência informativa é um conceito desenvolvido no âmbito do pós-doutorado realizado na Universidad Carlos III de Madrid, na Espanha, pela Profa. Dra. Bruna Lessa. O conceito ajuda a compreender como a ausência, a fragmentação, a linguagem técnica, a desarticulação institucional, a desinformação ou a dificuldade de acesso a informações essenciais podem impedir que mulheres reconheçam violências, conheçam seus direitos e busquem proteção.
Violência Informativa
Objetivo
Dar visibilidade à dimensão informacional da violência contra mulheres, mostrando que o acesso à informação clara, confiável, acessível e culturalmente sensível é condição fundamental para a autonomia, a proteção e o exercício de direitos.
Resultados da pesquisa em Madrid
A pesquisa empírica ouviu mulheres residentes em Madrid e analisou suas experiências de acesso a serviços de atenção em situações de violência. Os resultados indicaram barreiras como desconhecimento de direitos, linguagem institucional pouco acessível, ausência de orientação personalizada, barreiras linguísticas e culturais, insegurança informacional, desconfiança nos canais formais e desarticulação entre serviços.
Produtos e resultados
• Formulação do conceito de violência informativa;
• Estruturação do Modelo Ecológico Informacional;
• Construção de indicadores e categorias de análise;
• Dataset de pesquisa disponibilizado em repositório aberto;
• Relatório científico sobre violência informativa;
• Artigos científicos e comunicações em eventos internacionais;
• Subsídios para ações formativas e materiais educativos da Plataforma InfoViva.
Publicações e materiais relacionados
• Violência informativa no acesso a serviços de atenção para mulheres em Madrid-Espanha
• Dataset da pesquisa – Zenodo
• Relatório científico sobre violência informativa
• I Simpósio Internacional sobre Violência, Informação e Direitos da Mulher – UC3M/Espanha
• II Simpósio Internacional sobre Violência, Informação e Direitos da Mulher – IBICT/Rio de Janeiro/Brasil
Conteúdo relacionado
Violência informativa
Assista o vídeo abaixo.
Competência em Informação e Fontes de Direitos sobre Mulheres
Esta frente de pesquisa discute como a competência em informação pode apoiar mulheres no reconhecimento de situações de violência, no acesso a direitos, na avaliação de fontes confiáveis e na busca por serviços de proteção. A proposta compreende a informação como elemento de autonomia, cuidado, tomada de decisão e enfrentamento da desinformação.
Objetivo
Desenvolver uma estrutura teórico-analítica para orientar ações formativas, materiais educativos e estratégias de mediação da informação voltadas a mulheres, profissionais e instituições que atuam no enfrentamento da violência.
Produtos e resultados esperados
• Framework teórico-analítico de competência em informação para mulheres em situação de violência;
• Subsídios para programas formativos;
• Conteúdos educativos para a Plataforma InfoViva;
• Fortalecimento da autonomia informacional das mulheres;
• Apoio à leitura crítica de fontes de informação sobre direitos, serviços e proteção.
Publicações e materiais relacionados
• Framework teórico-analítico sobre competência em informação para o uso de fontes de informação em contextos de violência contra a mulher (em desenvolvimento)
Rede de Pesquisa e Parcerias
TICASE (Tecnologias, Informação e Educação), grupo de pesquisa multi-institucional sediado no Instituto Federal da Bahia (IFBA), Brasil, com foco em tecnologias aplicadas, educação profissional e saúde.
Plataforma Universitaria de Estudios Feministas y de Género (EUFEM) - Espanha